Tipo de Provas

2 de novembro de 2015 Artigos, Concursos 1 Comment
por William Douglas

Apesar do anúncio da suspensão dos concursos na esfera federal, muitos certames estão com o edital na praça e outros ainda são esperados; por isso, você que permaneceu na fila deve revisar os principais modelos de prova para direcionar o seu estudo. E, anote-se: estão ocorrendo concursos na área federal, apesar da suspensão.

Cada banca organizadora possui seu estilo – quem nunca ouviu falar das intermináveis provas da Cespe ou das temidas questões da Esaf? Antes, porém, de discutir essas características, é necessário saber o básico sobre a realização das provas. Nesse sentido existem três tipos: objetivas de múltipla escolha; dissertativas; e orais. Falarei, a seguir, sobre cada uma delas.

Múltipla escolha

O que é? Esse tipo de prova é muito utilizado nas primeiras fases dos concursos; seleciona os candidatos que têm nível de conhecimento semelhante, tornando a disputa, na segunda fase, mais equilibrada. Na maioria dos casos, aborda os aspectos mais relevantes dos assuntos, sem se aprofundar muito.

Como fazer? Primeiramente, dê uma “olhada geral” na prova, passe pelas perguntas sem se preocupar com as respostas. Essa vista inicial é para saber o tamanho das questões, assuntos abordados, quais são as matérias e sua disposição na prova. Não faça deste um momento de desespero informando ao seu cérebro se você sabe ou não aquele assunto.

A seguir, comece a resolver as questões. Recomendo separar a prova por matéria e fazer primeiro as que você domina, aquelas que você estudou mais. Este deve ser seu ponto de partida para a realização da prova.

Depois, leia a prova novamente. Na primeira vez, você vai responder, e assinalar, as questões em que você tem dúvida. Na segunda, volte às que o deixaram em dúvida e repense um pouco.

Reserve um tempo razoável no final da sua prova para a marcação do cartão de respostas; isso evitará que você vá e venha e perca o ritmo. Para não se perder, utilize a folha de prova como régua.

Dica final: se for chutar questões, faça-o conscientemente; procure saber se a prova é do tipo em que uma questão errada anula uma certa. Nesses casos, nem sempre o chute é vantajoso. E não mude de opinião no último segundo: a resposta que você marca mais intuitivamente pode ser a correta.

Dissertativas

O que é? Normalmente, são as provas específicas dos concursos. É a hora de o candidato mostrar seus conhecimentos e, portanto, o momento em que ele deve escrever mais, respeitando, evidentemente, a pertinência e o número de linhas. O texto, tendo ele um ou cinco parágrafos, deve ter inicio, desenvolvimento e conclusão, e sustentar o seu argumento.

Como fazer? Para não se perder, anote os tópicos referentes a cada uma de suas respostas. Organize-os logicamente. Faça um roteiro da resposta. Controle bem o espaço que foi destinado para aquela questão. Reduza o tamanho das letras e utilize siglas, se necessário; o que importa é respeitar o direcionamento. Assim, se a questão pede cinco linhas, não passe das cinco linhas. Também não economize linhas, não responda em uma o que pode responder em três, se isso for prejudicar seu desempenho.

Dica final: seja objetivo. Não encha de devaneios suas respostas, vá direto ao ponto. Lembre-se que a banca vai corrigir muitas provas e a sua pode não ser uma das primeiras. Cuide para tampouco ser telegráfico, sua prova não é twitter.

Orais

O que é? Primeiro, anote-se que acontece apenas em parte dos concursos. Ela pode ser do tipo entrevista ou prova de tribuna e é eliminatória na maioria dos concursos jurídicos. São provas que, mais do que avaliar o conteúdo, medem como você o apresenta. Essencialmente, é uma avaliação de sua postura e de sua segurança ao falar.

Como fazer? Preste muita atenção às perguntas; é essencial que você responda ao que foi proposto pela banca. Responda de modo simples e claro; a projeção de voz é importante. Não tente enrolar o examinador. Caso você não saiba especificamente um assunto, fale sobre os conceitos básicos que norteiam seus princípios.

A prova não é corrida de 100m, fale com calma e pausadamente. Utilize bem o seu tempo: se sentir que ainda tem condições, dê exemplos e faça conexões, mas cuidado para não fugir do tema. Uma forma de ganhar tempo é pedir, educadamente, para a banca repetir a pergunta, mas esta é uma estratégia que não deve ser repetida com frequência.

Dica final: jamais encerre sua fala com a frase: “Era tudo o que eu tinha a dizer”. Além de diminuir sua exposição, ela demonstra insegurança.

Estabelecidos os tipos de prova, mãos à obra! Faça exercícios de todos os tipos e treine seus conhecimentos. Uma boa sugestão é usar colegas ou sua família como examinadores, treinando para sua banca e ativando seus conhecimentos.