Série Bancas [Cespe/UnB]

3 de novembro de 2015 Artigos, Concursos 15 Comments
por William Douglas

Cespe/UnB, certo ou errado?

Ontem postei um artigo comentando sobre tipos de prova sem, contudo, especificar as bancas, apenas traçando um panorama para auxiliar sua preparação. Muitos concurseiros, especialmente no Twitter e Periscope, vêm pedindo colunas sobre tipos de prova com a especificidade das diferentes bancas e, para atendê-los, lanço a “série bancas”, uma sequência de artigos que abordarão as principais bancas do país, suas características e dicas para enfrentar seus certames com convicção e preparo. Às terças-feiras, falarei um pouco mais sobre as mais conhecidas bancas do país e vou começar com “pé na porta”, falando sobre uma das mais temidas bancas, CESPE/UnB.

Reconhecida por sua excelência, foi muitas vezes responsável por concursos importantes para a estrutura funcional do país, como o da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), do Instituto Rio Branco (IRBr), do Ministério Público da União (MPU) e da Polícia Federal (PF). Suas provas, exigentes e estruturadas, são alvo tanto de críticas quanto elogios, mas todos são unânimes em declarar que a banca possui um dos mais claros, honestos e objetivos processos de seleção do país. Por isso é tão contratado para concursos do governo.

Provas objetivas: O Cespe trabalha basicamente com dois tipos de prova objetiva: cinco alternativas (de A a E) e o famigerado certo ou errado. As provas com cinco alternativas, são adotadas a pedido da contratante e para cargos técnicos ou com menor nível de exigência, e têm apenas uma alternativa correta, ou seja, o candidato não se deparará com “a mais correta” ou “a menos incorreta”. Não são penalizadas as questões marcadas incorretamente, portanto, vale o “chute”, preferentemente feito de forma inteligente, ensinada em meu livro.

As questões de certo ou errado, como o próprio nome sugere, possuem apenas duas alternativas. Normalmente trazem apenas um enunciado, comum a um grupo de questões às quais o candidato deve julgar. São provas cansativas, uma vez que apresentam muito texto, feitas para vencer o concurseiro pelo cansaço, mas, ao contrário do que se imagina, não são cheias de “pegadinhas” ou “casca de banana”; seus enunciados são claros e objetivos. O grande “pulo do gato” é a especificidade: muitas vezes o que está errado na questão é um detalhe, uma palavra que foi alterada, uma vírgula do texto da lei que foi suprimida alterando um pouco o sentido da frase. Para essas provas, portanto, além da compreensão do texto, vale exercitar alguma técnica de memorização.

Nas provas de certo ou errado, questão errada é igual a ponto a menos, que é uma maneira de evitar que o candidato arrisque uma resposta “chutada”. As penalizações vão de dois pontos (quando uma alternativa errada anula duas corretas) até uma fração da nota (quando uma errada vale 0,2 ponto a menos, por exemplo). Infelizmente, nesses casos, devo dizer: não arrisque! Marque apenas as questões das quais tiver certeza.

Para além de seus critérios de formatação, a característica mais marcante nas provas da Cespe é a interdisciplinaridade e atualidade nas provas, que primam por abordar, em suas questões, situações-problema com os quais o candidato poderá se deparar durante sua atuação, e assuntos que estão em ebulição na mídia, como decisões polêmicas do STF, crises econômicas e políticas etc.

Prova discursiva: As provas discursivas do Cespe são redações de 30 linhas sobre um ponto do edital, que estará relacionado à atividade profissional e à atualidade. Uma importante dica, portanto, é ler todos os textos da prova. Como um concurseiro dedicado, normalmente você já faz isso, mas nas provas desta banca, mais do que nunca, isso pode ajudá-lo. Como as provas do Cespe são temáticas, os textos falam sobre os mesmos assuntos, o que pode reforçar ou embasar seus argumentos na hora de redigir a sua própria redação.

Estão sendo avaliados sua técnica de redação, seu vocabulário e correção gramatical e sua capacidade de concatenar ideias com coerência e coesão, portanto, mantenha a leitura em dia, pois isso contribui muito para que seu texto se torne cada vez mais “agradável” à leitura.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a prova do Cespe/UnB, comece a trabalhar! Reveja o conteúdo do edital atentamente, pois a prova será um retrato interdisciplinar dele, e refaça provas recentes como se estivesse prestando o concurso, analisando o gabarito e medindo sua estatística de erros e acertos. Contabilize como se uma errada anulasse uma correta. Não deixe de ler/ver jornais e de se informar sobre o que ocorre no Brasil e no mundo, os conhecimentos gerais envolvem muitas atualidades.

Comente aqui sobre sua experiência com o Cespe/UnB e compartilhe suas experiências.