Religião

Decida o leitor: quem é o laico? Quem é o intolerante?

4 de abril de 2017 12 Comments
William Douglas, Juiz Federal/RJ, Professor e Escritor
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O jornal O GLOBO, em 28/02/2017, publicou o seguinte artigo de minha autoria:

Até quando vamos tolerar a intolerância?

Um procurador do Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública e de improbidade administrativa em face do Diretor-Geral do Arquivo Nacional. Alega que este teria violado o Estado laico ao autorizar a realização de encontros religiosos de 30 minutos – no horário de almoço – no auditório do órgão. Alega violação da Constituição e que houve dano ao Erário público (gasto com luz, ar-condicionado e equipamento de som), requerendo a suspensão dos seus direitos políticos, perda do cargo e ressarcimento. Em suma, trata o Diretor como se fosse um corrupto. (mais…)

Até quando devemos tolerar a intolerância? 15 observações sobre quem se aborrece com a crença alheia.

13 de fevereiro de 2017 4 Comments
por William Douglas

INTRODUÇÃO

Um Procurador do Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública cumulada com improbidade administrativa em face do Diretor-Geral do Arquivo Nacional. Alega que o agente teria violado o Estado laico por ter autorizado a realização de alguns encontros religiosos, durante 30 minutos (no horário de almoço), no auditório do Arquivo Nacional. O Procurador diz que o Diretor do Arquivo Nacional dolosamente violou a Constituição porque o Estado é laico e cometeu dano ao erário público (gasto com luz, ar-condicionado e equipamento de som) do Arquivo Nacional. Requer a suspensão dos seus direitos políticos, perda do cargo e ressarcimento ao erário.

Este artigo é para demonstrar que tal ajuizamento configura conduta nitidamente preconceituosa, intolerante e verdadeira perseguição religiosa. (mais…)

Bíblia Bom Dia [Recomendação]

30 de agosto de 2016 0 Comments

Biblia Bom Dia

Quem conhece o Prazer da Palavra, sabe da qualidade das mensagens passadas, diariamente, por Israel Belo de Azevedo. Por isso,  a recomendação da Bíblia Bom Dia vem com tanta naturalidade.

Tenha você também um Bom Dia com a Bíblia de estudo devocional com mais de três mil reflexões preparadas pelo pastor Israel Belo.

Motivacionais e inspiradores, os textos elaborados pelo Pastor Israel orientam o leitor sobre como obter a alegria de viver no caminho de Deus.

 

Um vídeo para emocionar

4 de julho de 2016 2 Comments

Portal Guiame – 15.04.2016 – Mundo Cristão: De reprovado a “mestre” dos concursos

21 de abril de 2016 0 Comments

Guiame

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Blog “Eu sou Iluminada” – 19.04.2016 – Sociedade com Deus

19 de abril de 2016 0 Comments

Eu sou Iluminada

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Igreja Pentecostal em Avivamento – RJ – Pregação

13 de março de 2016 0 Comments
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Jornal O Vale – 04.07.2015 – Caderno ideias& [Artigo: Aula de Tolerância]

4 de julho de 2015 1 Comment

Jornal O Vale

O Globo – 25.06.2015 – Aula de Tolerância [Artigo]

26 de junho de 2015 0 Comments

Aula de Tolerancia - William Douglas - Opiniao - O Globo - 26_06_2015

Estamos no Mesmo Time!

31 de março de 2015 0 Comments

01-RickWarren_Catolicos e Protestantes

Palestra Encontro Jovem JVC – RJ [Culto Completo]

22 de março de 2015 25 Comments

A palestra inicia aos 40 minutos do vídeo.

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“Nossa sociedade luta para evitar a possibilidade de ofender alguém – exceto Deus” [Billy Graham]

30 de janeiro de 2015 1 Comment

Billy Graham

Calvino & Arminio

30 de janeiro de 2015 0 Comments

Calvinistas e Arminianos

ou seria…

“Todo calvinista deve respeitar aqueles que escolheram ser arminianos, e todo arminiano deve respeitar aquele que foi predestinado a ser calvinista”?

Em qualquer caso, tem que haver paz.

Cinco Pontos de Uma Visão Bíblica sobre Ética na Política

21 de outubro de 2014 0 Comments
por Augustus Nicodemus

Post 21

1) Toda autoridade procede de Deus (Romanos 13). Os governantes são vistos como servos de Deus neste mundo, para através da política e do exercício do poder promover o bem comum, recompensar os bons e punir os maus. Como tal, haverão de responder diante de Deus pela corrupção na política, pela insensibilidade e pelo egoísmo. A visão do cargo político como sendo uma delegação divina desperta no povo o devido respeito pelas autoridades, mas, ao mesmo tempo, produz nestas autoridades o senso crítico do dever.

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Patologias

10 de setembro de 2014 0 Comments
por William Douglas

Li a seguinte manifestação do Leonardo Boff: “Diz-se por aí, que uma profetiza de sua igreja evangélica, a Assembleia de Deus, profetizou que ela, Marina, seria presidenta. E ela crê cegamente nisso como crê no que, diariamente lê na Bíblia, passagens abertas ao acaso, como se aí se revelasse a vontade de Deus para aquele dia. São as patologias de um tipo de compreensão fundamentalista da Bíblia que substitui a inteligência humana e a busca coletiva dos melhores caminhos para o país.

Não sei se Marina disse isso ou se Boff disse que ela disse. Quanto ao voto, não é tema desse artigo. Cada um que vote em quem achar melhor. A questão aqui é como um cidadão deve lidar com a fé alheia.

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Derrota x Bíblia

10 de julho de 2014 0 Comments
David Luis de Joelhospor William Douglas

 

Aos que seguem a Bíblia, vale lembrar: louvamos a Ele quando vencemos, louvamos a Ele quando perdemos.

Nossa adoração e nossa relação com Deus não deve depender das circunstâncias (Filipenses 4.11-15).

Sobre momentos como estes, vale lembrar o que disse Jó: “Receberíamos o bem, e não o mal?”.

Hebreus 12.11 nos ensina que toda disciplina (e a derrota é uma de suas formas) é dolorosa quando acontece, traz tristeza, mas depois produz fruto e amadurecimento nos que nela são exercitados.

2 Coríntios 4.8,9 diz que podemos ficar “atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”.

Tiago 2,4 diz :Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações” . A lição é que se houver fé, teremos a perseverança; e a perseverança produz crescimento. Nesse sentido, também Paulo, que em Romanos 5:3b diz que “A tribulação produz perseverança.”

Enfim, Deus é soberano e temos que nos sujeitar a Sua vontade e a aplicação das leis que Ele criou, entre as quais a da semeadura. Às vezes a derrota é o momento onde revemos os processos que adotamos e as sementes que lançamos, para que o futuro esteja mais parecido com nossos sonhos.

Então, em resumo, duas coisas:

  1. Louvor, sempre, como diz Habacuque: “Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” (Hb 3.17-18)
  2. Entremos em campo – no futebol e na vida – para jogar bonito, para fazer nosso melhor.

Termino com uma ótima notícia: no futebol como na vida, amanhã tem outro jogo.

Escolhas de vida

8 de julho de 2014 0 Comments
Post 16por Nelson Bomilcar

Nossas escolhas provocam resultados a curto, médio e longo prazo. Prazos que, aliás, nunca sabemos de fato, já que a vida, segundo um escritor bíblico, é como a neblina que por um instante existe e logo se dissipa. A existência humana é curta e efêmera, com o que concordam filósofos, religiosos e pensadores de todas as épocas. A vida requer significados e propósitos para que seja justificada e, de fato, desfrutada no melhor que pode oferecer.

Fazer escolhas, talvez, seja o exercício racional e emocional mais intenso e constante durante nossa jornada como seres humanos. É experiência cotidiana da qual não podemos fugir e não temos como negar. Na infância, recebemos de pais ou responsáveis as referências que tendem a nos acompanhar pela vida afora. A partir dali, o que escolhemos e plantamos trará consequências que irão escrever nossas histórias. Deus já as conhece no tempo e espaço, mas não nos poupa ou priva de tomar as decisões que nos levará ao crescimento como seres humanos e como pessoas, para que vivamos uma fé adulta e responsável.

Fomos criados com consciência, com um mínimo de senso de certo ou errado – como Paulo esclareceu à igreja de Roma –, que ora nos acusa, ora nos absolve. Esta consciência sensibilizada pela ação do Espírito Santo em nós é que nos dá a compreensão do pecado, da justiça e do juízo; do bem e do mal. Ela traz para cada ser humano a capacidade de entender e discernir a vida no seu sentido espiritual e existencial mais profundo, que influencia nossas decisões e os relacionamentos que vamos construindo na família, na profissão, na vida em comunidade e na sociedade.

Para fazer boas e significativas escolhas, precisamos construir uma espiritualidade com raízes, alicerces bem construídos, feita com sabedoria que vem do alto e que está disponível a todos, dada liberalmente por Deus: um Deus que se apresenta, que se revela, que se relaciona, que deseja comungar conosco e partilhar com intimidade e amizade nossa existência. Isso traz repercussões éticas, morais e espirituais em nosso dia a dia, fazendo que o que somos e realizamos repercuta em nós, na nossa família, nas nossas atividades profissionais, em nosso ministério e na sociedade onde vivemos.

Escolher seguir o Deus triúno é a primeira boa escolha, reconhecendo nossa incapacidade de corresponder ao seu amor e conduzir nossa vida refletindo seu caráter, já que compartilhou conosco sua imagem e semelhança. Sem ele, não conseguimos manifestar sua glória, e nada podemos ser e fazer de forma a agradá-lo, principalmente por causa de nossa natureza caída e da nossa desistência de levá-lo a sério, vivendo inicialmente para nós mesmos. Escolher a Cristo como Senhor, Salvador, pastor e amigo é, também, uma escolha vital e inteligente, com repercussões no presente e na eternidade. Conhecer seu Evangelho e sua vontade para nós, como seres humanos, vivendo uma vida de fato significativa e relevante perante o próximo, deixará boas e profundas marcas, cuja magnitude jamais conseguiremos avaliar no todo.

Escolher valorizar a família e sua preservação em aliança, em amor e em perdão, mesmo com todos os fortes ventos contrários e lutas do caminho, é e será sempre uma escolha sábia, madura e com visão de futuro. Por outro lado, não valorizar a família e os absolutos inegociáveis de Deus – verdade, justiça, dignidade, amor e retidão –, é engano que trará tristeza, ruína e morte.

Escolher fazer o bem e o que é certo aos olhos de Deus, isto é, diante de sua Palavra revelada, do Verbo que se fez carne, do Cristo que se identificou conosco como homem, e com todas as implicações radicais de sua mensagem, será uma escolha correta, fascinante, desafiadora e abençoadora. Não nos arrependamos de fazer o bem e o que é certo para Deus; confirmaremos, assim, que estamos dispostos a amá-lo em primeiro lugar, amando ao próximo como a nós mesmos.

Escolhamos, sempre, os caminhos e valores que promovam a vida! Com nossas boas e corretas escolhas, podemos viver com alegria, esperança, profundidade e rico significado, abençoando aos que nos cercam numa saudável dinâmica comunitária. Assim, alinhamos o que somos e fazemos dentro da missão de implantar o Reino de Deus, ajudando as pessoas a seguirem, servirem e amarem o Mestre e doador da vida.


Fonte: Cristianismo Hoje

Enviado por: Blog Editora Mundo Cristão

A regra de ouro dos relacionamentos

24 de junho de 2014 2 Comments
Post 15por John Maxwell

 

Qual é o segredo dos relacionamentos interpessoais? É se colocar no lugar da outra pessoa, em vez de colocar as pessoas no lugar que achamos que devem ficar — ou seja, enquadrá-las.

Cristo ensinou uma regra irretocável para quem quer estabelecer relacionamentos humanos de qualidade. Nós a chamamos “regra de ouro”, expressão que surgiu mais ou menos no século 17. Quase no fim do Sermão da Montanha, Jesus resumiu uma série de reflexões profundas sobre o comportamento humano numa frase: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” (Mt 7:12). Nesse breve mandamento, Cristo ensinou dois pontos sobre a evolução dos relacionamentos humanos: devemos decidir como queremos ser tratados; em seguida, precisamos começar a tratar os outros da mesma maneira.

Há pouco tempo, levei minha filha Elizabeth para almoçar num restaurante. A garçonete, uma senhora cujo trabalho seria cuidar bem das pessoas, nos fez sentir como se a estivéssemos incomodando. Era mal-humorada, nada solícita e ranheta. Todos os clientes perceberam que o dia dela não estava sendo bom. Elizabeth olhou para mim e disse: “Papai, ela é bem rabugenta, não é?”. Limitei-me a concordar, contrariado.

A certa altura, tentei mudar aquela atitude tão negativa da garçonete. Puxei uma nota de dez dólares e disse: “Você poderia me fazer um favor? Teria como trocar essa nota de dez dólares? É que gostaria de lhe dar uma boa gorjeta hoje”. A mulher olhou para mim, hesitou por alguns instantes e, logo depois, correu até o caixa. Depois de trocar o dinheiro, ela passou os quinze minutos seguintes em volta de mim e de Elizabeth. Agradeci a ela pelo serviço, disse que havia sido solícita e atenciosa e deixei uma boa gorjeta.

Quando fomos embora, Elizabeth perguntou: “Papai, reparou como aquela mulher mudou o jeito de nos tratar?”. Aproveitando aquela oportunidade de ouro, respondi: “Elizabeth, se quer que as pessoas tratem você corretamente, faça o mesmo com elas. Em muitos casos, sua atitude mudará a delas”. Elizabeth nunca esquecerá aquela lição porque viu uma mudança notável acontecer diante de seus olhos. Aquela senhora mal-humorada não fizera por merecer um tratamento gentil. No entanto, quando foi tratada de maneira diferente — ou seja, da mesma forma que eu gostaria de ser tratado e acreditava que ela seria capaz de fazer —, sua perspectiva mudou de repente.

Seja qual for sua condição num relacionamento, se percebeu que há uma questão a ser resolvida, então a responsabilidade de fazer um esforço concentrado para gerar mudança positiva está em suas mãos. Pare de acusar os outros e tentar se justificar. Tente ser fonte de inspiração e exemplo, mostrando a atitude mais apropriada para a ocasião. Tome a decisão de não ser a pessoa que apenas reage, mas a que toma a iniciativa.


Fonte: A arte de influenciar pessoas

Enviado por: Blog Editora Mundo Cristão

Dois surdos: os religiosos e o movimento gay

9 de maio de 2013 0 Comments
por William Douglas

A decisão do STF, de ser comemorada e criticada, é apenas mais um round na luta irracional que se desenvolve entre religiosos e o movimento gay. O STF acertou na decisão, mas errou em sua abordagem. Ao invés de interpretar a Constituição, ousou reescrevê-la sem legitimidade para tanto. Mas, que razões levaram a Corte Suprema a isso? A imperdoável incapacidade dos contendores de agir de forma tolerante, democrática e respeitosa. A terrível intenção, de ambos os lados, de forçar o outro a seguir seus postulados, em atentado contra a liberdade de escolha, opinião e crença. (mais…)

Homem Condenado por Falso Estupro é Absolvido Depois de 16 Anos

4 de dezembro de 2011 0 Comments
por Alexandre Lyrio e Victor Uchôa

Sem ter feito absolutamente nada, ele foi acusado de estuprar uma vizinha de apenas 12 anos em 1994

O técnico em telefonia Jonas da Silva Cruz, de 53 anos, “morreu pela primeira vez” em setembro de 1994. Sem ter feito absolutamente nada, ele foi  acusado de estuprar Lucineide Santos Souza, uma vizinha de apenas 12 anos.

Em 2008, Soró, como é conhecido, foi tirar um atestado de antecedentes criminais e acabou preso. Era sua segunda morte.  “Nunca me senti tão abalado. Fiquei à deriva”, diz. Sem que soubesse, ele havia sido condenado em 1995 pelo tal estupro, mas, por um motivo que permanece inexplicado, durante 13 anos nunca foi procurado pela Justiça.

Morador de Nova Sussuarana, ele perdeu emprego, perdeu a casa e muitas amizades. Perdeu tudo que havia conquistado, mas nunca desistiu de provar sua inocência.

Até que, no início deste ano, aquela adolescente que o acusou, hoje mulher feita, resolveu falar a verdade: não houve estupro e nem mesmo assédio. Ao juiz da Vara de Execuções Penais, Lucineide revelou que toda a história fora criada por sua mãe. E que Jonas sequer a tocou.

Livre da condenação por estupro, Jonas Cruz comemora início de uma nova vida

Na última sexta-feira, no julgamento do pedido de Revisão Criminal realizado no Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), o réu finalmente foi “absolvido por insuficiência de provas”. “Posso dizer que hoje eu renasci”, resumiu.

Primeira Morte

A primeira morte de Soró se deu pela soma de uma raiva misteriosa e uma sentença judicial falha. Na tarde de 21 de setembro de 1994, Lucineide teve a primeira relação sexual de sua vida, com um namorado da mesma faixa etária.

No dia seguinte, sua mãe, Renilda Bispo dos Santos, percebeu um sangramento na calcinha da garota. “Lembro quando ela me levou para fazer um exame no IML. Quando voltamos, alguém, não lembro quem foi, disse que eu tinha ido na casa de Jonas. Foi aí que tudo começou. Minha mãe não sabia do meu namoro”, conta Lucineide, hoje com 29 anos. “Ela não gostava de Soró e eu nunca soube o motivo”.

O inquérito da 11ª Delegacia de Polícia foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MP), que denunciou Jonas por crime sexual. O acusado chegou a participar de duas audiências no Fórum Ruy Barbosa e achou que o caso havia sido arquivado.

Mas, em 5 de julho de 1995, frente a frente com o juiz, Lucineide, já com 13 anos, narrou a história inventada pela mãe como se fosse real: “Primeiro ele me deu um empurrão para dentro da casa. Eu estava de saia, calcinha e camisa. Ele mandou eu deitar, tirou minha roupa e meteu o ‘negócio’ dele devagar”. O depoimento, presente nos autos do processo, bastou para a decisão do juiz Marinaldo Bastos Figueiredo, da 10ª Vara Crime de Salvador. “Criança não mente”, argumentou o magistrado na sentença de Jonas.

Soró, que nem sabia que ainda estava sendo julgado, também não soube que foi condenado.

Segunda Morte

Somente em dezembro de 2008, quando ele tentava tirar um atestado de antecedentes criminais, a polícia percebeu que havia um mandado de prisão em aberto para aquele homem, detido na hora. “Meu mundo desabou. É uma dor insuportável”, lembra o senhor de voz grave e fala pausada, medindo cada palavra.

Soró foi enviado à Polinter, onde ficou preso por 10 meses. “Aquele é o pior lugar do mundo. Tem dias que os presos dormem uns por cima dos outros”, afirma.

Em seguida, Soró garante que nunca foi vítima de nenhuma violência sexual dentro da cadeia, algo comum em condenados por estupro.

“Tinha muita história dessa. Estuprador é tratado como lixo, não tem nenhum valor, mas Deus evitou que acontecesse comigo. Eu sempre disse que era inocente e acho que eles acreditaram”, emenda, contendo a emoção.

Em outubro de 2009, Jonas foi transferido para a Colônia Lafayete Coutinho, onde ficou até 23 de março de 2010, quando recebeu progressão de pena para o regime semiaberto, na Casa do Albergado e Egresso (CAE). Este ano, passou à prisão domiciliar.

Redenção

Desde então, sua luta é para andar de cabeça erguida. Atualmente, atua na triagem de correspondências dos Correios, emprego conseguido através de um programa de ressocialização da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos.

Sexta-feira, fora do Tribunal de Justiça, enfim inocentado do crime nunca cometido, Jonas respirou fundo, como se tomasse fôlego suficiente para o resto da vida. “Hoje sou um homem mais forte, pronto pra qualquer desafio”, disse, antes de se despedir.

‘Criança não mente’, disse juiz

Ao proferir a sentença que condenou Jonas Cruz, o magistrado Marinaldo Bastos Figueiredo, que morreu no ano passado, chegou a se perguntar: “Por que a vítima acusa o denunciado?”. Então, sem o suporte de testemunhas ou provas materiais, embasou sua decisão da seguinte maneira: “Estou convicto e certo de que a acusação da vítima é verdadeira, toda criança é sincera, não mentem e inexistem provados motivos ensejadores de acusação mentirosa”.

Na peça de pedido da Revisão Criminal produzida pelo defensor público Rafson Ximenes, a tese é contraposta com um trecho de O Juízo Moral da Criança, do teórico suíço Jean Piaget: “A criança, em virtude de seu egocentrismo inconsciente, é levada espontaneamente a transformar a verdade em função do seus desejos e ignorar o valor da veracidade”.

“Minha mãe criou a história, mas admito que peguei carona. Não quis dizer que tinha transado com meu namorado e me acomodei”, relata Lucineide. Para a desembargadora Ivete Caldas, relatora do processo de Revisão Criminal, a decisão foi falha porque levou em conta somente a versão da garota. “Nunca houve prova, somente a palavra da vítima. Para se condenar alguém é preciso ter certeza, e nesse caso a denúncia não tinha relevo”, resumiu.

Sozinho, Jonas acompanha atento a decisão dos desembargadores.

Votos de liberdade

Na sessão de sexta-feira da Câmara Criminal, o desembargador Lourival Trindade chegou a solicitar que Lucineide Souza prestasse um novo depoimento de retratação, este contando com a presença de um representante do Ministério Público (MP).

O magistrado também pediu que a mãe dela voltasse a depor, sem saber que a mulher morreu há nove anos. A desembargadora Ivete Caldas, relatora do processo, argumentou que o depoimento que Lucineide prestou em março deste ano ocorreu em juízo e não foi contestado pelos promotores do MP.

Assim, seu voto pela procedência do  pedido de Revisão Criminal foi acompanhado pelos desembargadores Vilma Veiga, Nágila Brito, Jeferson de Assis e Abelardo de Carvalho. “A retratação foi uma prova nova totalmente relevante e é por isso que Jonas foi absolvido”, afirmou Caldas. Agora, para que o nome de Soró seja limpo, basta que o acórdão da Câmara Criminal chegue à Vara de Execuções Penais junto com o ofício que indica a nulidade da condenação de Jonas.

Maior erro da Justiça ocorreu em Pernambuco

No dia 22 de novembro, morreu em Recife o ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, de 63 anos, vítima daquele que é apontado como o maior erro da Justiça da história do país. Ele ficou quase 20 anos preso porque tinha o mesmo nome de um assassino. Marcos morreu enquanto dormia, poucas horas depois de receber a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia determinado que o governo de Pernambuco pagasse o restante da indenização que ele ganhou por danos morais e materiais: R$ 2 milhões, além de uma pensão mensal de R$ 1.200.

Em 2008, Marcos já tinha recebido metade da indenização e usou o dinheiro para comprar casas para ele e familiares. O governo pernambucano recorreu para não ser orbigado a pagar a segunda parte, o que foi negado pelo STJ justamente no dia da morte do ex-mecânico.

Marcos tinha 28 anos quando foi preso pela primeira vez, em 1976, acusado de assassinato. Seis anos depois, o verdadeiro criminoso foi encontrado, e o homem inocente ganhou liberdade. Mas, em uma blitz, três anos mais tarde, foi preso novamente porque um policial o reconheceu e achou que ele estava foragido. Assim, foram mais 13 anos de reclusão.


Confira notícia original aqui.

A aplicação do pensamento positivo, da lei da atração e da ajuda divina para ser aprovado em concursos

25 de maio de 2011 8 Comments

por William Douglas   Ainda nos tempos do Orkut recebi um e-mail que me motivou a abordar os assuntos que deram título a este artigo..

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Sobre evangélicos no futebol

19 de julho de 2010 0 Comments

por William Douglas Estava lendo o Jornal Estadão (18 de julho de 2010), quando dei de cara com um texto de Ugo Giorgetti na coluna.

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Intolerância religiosa e a Diretoria do Santos

12 de abril de 2010 0 Comments

por William Douglas A visita do time do Santos ao lar espírita Mensageiros da Luz ainda está gerando polêmica. Principais jogadores da equipe – como.

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