Educação

E os saques continuam. Não poupam nem os professores!

22 de março de 2017 0 Comments
por William Douglas

Iludem-se aqueles que imaginam que os saques terminaram. Amigos, não se enganem com a cessação dos saques no Estado do Espírito Santo. Somos o país dos saques, um país de saqueadores. Teremos um “saque” sempre que um grupo de pessoas se apropria daquilo que não lhe pertence utilizando a própria força ou se aproveitando da fraqueza do real proprietário dos bens saqueados.

O que fizeram com a Petrobras foi um saque, e, aparentemente, houve outro no BNDES. Mas não paramos aí. Também é uma modalidade de saque os grandes empresários, aqueles que menos precisam de juros baixos, obterem taxas ridículas enquanto os médios e pequenos empresários, apesar de serem aqueles mais precisam de ajuda e os que mais dão emprego, suportam taxas intoleravelmente altas. E, se me permitem, conseguir, seja no Rio de Janeiro, seja no Congresso, isenções fiscais mediante propina também me parece uma modalidade de saque. A expropriação de verbas de toda a coletividade por saqueadores mancomunados: empresários desonestos e maus políticos.

Todavia, a mesma população que sofre e que bate panelas, ou grita “Fora Temer”, é aquela que, no Espírito Santo, saqueou o alheio se valendo da falta de policiamento. Mas não pensem que esse saque foi apenas lá e apenas naquele tempo: todos os dias uma parcela considerável da população pratica seus pequenos saques: atestados falsos, falsos seguros-desemprego, carteiras de estudante falsas, notas frias e falta de emissão de notas fiscais. Praticamos uma série de pequenas fraudes que, somadas, representam volumes consideráveis saqueados daqui e dali. O brasileiro médio costuma saquear até lugar em fila, tanto quanto pode. (mais…)

Em defesa da UERJ

17 de janeiro de 2017 0 Comments

Pessoal,
Vamos tornar viral este vídeo em defesa da UERJ:

Trata-se de vídeo bem curto sobre a importância da Universidade, traduzida em seus números mais expressivos, para facilitar o compartilhamento pela internet e redes sociais. Em apenas 1 minuto e meio, muitas razões para toda a sociedade defender a Uerj.

Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal Encaminha Convite para William Douglas

24 de junho de 2016 3 Comments

Caros amigos,

Acabo de receber o convite abaixo. Isso me alegra por vermos que o Senado está preocupado com o aperfeiçoamento dos concursos públicos. Isso confirma, mais uma vez, o que sempre digo: vamos continuar a ter concursos e, com o esforço de todos, concursos cada vez melhores, a bem da sociedade brasileira. (mais…)

A Importância do Ornitorrinco para o Poder Judiciário: Primeiras impressões sobre a Resolução nº 226/2016, do CNJ, o coaching e os juízes professores

21 de junho de 2016 6 Comments

 

William Douglas, juiz federal e professor

O CNJ editou a Resolução nº 226/2016, que alterou a Resolução nº 34/2007, para prever, no art. 5°-A, a proibição de magistrados exercerem as atividades de coaching e similares, que (segundo a Resolução) consistem na assessoria para progressão profissional, inclusive na disputa de concursos públicos.

A primeira impressão é de que se reveste de tentativa de evitar abusos e estou certo de que esta é a intenção precípua do CNJ. Contudo, equivoca-se por divorciar-se do real significado e alcance do conceito tratado e por entender que ajudar alguém a passar nos dificílimos concursos públicos é atividade sem mérito ou sem conteúdo de magistério. Outro equívoco é chamar uma atividade evidente de ensino, logo, de magistério, de “assessoria”.

Escrevo em primeiras linhas, apenas para trazer notícia imediata sobre o quanto equivocada, foi essa decisão. Ela, pelo seu grau de teratologia e irrazoabilidade que carrega, merece ser revista, a bem da ordem jurídica, do bom senso, e em especial, do respeito à Constituição Federal e aos professores e concursandos que prestigiam o serviço público e o Poder Judiciário com seus esforços. (mais…)

Sobre a Semana Passada e Sobre o Dia 13 de Março

7 de março de 2016 3 Comments

por William Douglas Não quero me meter em política partidária, mas na qualidade de cidadão e professor de Direito Constitucional posso e devo me posicionar.

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