Sobre a Páscoa

por William Douglas

Na primeira Páscoa, um povo escravizado, liderado por Moisés, foi em busca da Terra Prometida. Sair da escravidão exige esforço e luta. Exige, também, enfrentar: comodismo, medo, faraó, mar, deserto, fortalezas inimigas, tempo. Não é fácil chegar na terra do sonho. Toda Terra Prometida tem um deserto antes.

Como disse Deus para Moisés: “Marche! Quando você marchar o mar vai se abrir na tua frente”.

Nada resiste a quem marcha com fé e sabendo para onde vai.

Pascoa é tempo de libertação. É tempo de mudar de vida, de mudar de foco, de mudar de esperança, ou de mudar de medo para esperança.

Na segunda Páscoa, outra vez libertação: Jesus abre, de braços estendidos e carne lacerada, o mar do pecado para passarmos em direção ao Pai.

Como prometido no Velho Testamento, e previsto por Ele mesmo várias vezes, Jesus morre cumprindo, a um só tempo, a justiça e o amor do Pai.

Três dias depois, mais uma lição: Ele mostra que a páscoa do Novo Testamento é também tempo de ressurreição. É tempo de mudar de estado.

Que todos nós possamos refletir sobre esse momento ímpar, sobre esse Deus ímpar (que se sacrifica pelos homens, e vem em carne).

Que a sua páscoa possa ser tempo de liberdade, de esperança e de mudança. E de ressurreição de tudo o que merecer viver de novo.