Série Bancas [FCC]

10 de novembro de 2015 Artigos, Concursos 4 Comments
por William Douglas

FCC, literalidade e pertinência

Seguindo com a Série Bancas, a segunda avaliada será a Fundação Carlos Chagas, ou FCC, como é conhecida.

Fundada em 1964, a instituição privada, sem fins lucrativos, é conhecida por realizar provas nas esferas federal, estadual e municipal, abordando todos os itens do edital “nos mínimos detalhes”, distribuindo cada assunto da forma mais equilibrada possível entre as questões, o que já dá uma certeza ao concurseiro: todo edital é importante e deve ser estudado com atenção.

O edital. É o livro guia do candidato. Os editais da FCC são bastante completos e detalhados, especialmente no anexo referente ao conteúdo programático a ser exigido na prova, com cada área subdividida em todas as categorias que certamente serão abordadas. Este é o tipo de edital que não deixa dúvidas e deve ser sempre retomado.

Além das matérias, ele traz todas as informações de datas, horários, o que pode ou não pode ser levado para a sala, os documentos que serão considerados para identificação, a cor das canetas e outras informações essenciais para a realização da prova com tranquilidade.

As questões. As provas são compostas de um enunciado simples, porém extremamente literal e objetivo, e alternativas de A a E, para marcar a correta ou incorreta, dependendo do direcionamento.

Nas questões de Direito, por exemplo, é esperado dos concorrentes o conhecimento da “letra da lei”, sem espaço para muita interpretação. Vale o que está escrito e, por isso, é uma prova que costuma ser considerada “de decoreba”. As questões de língua portuguesa, por sua vez, são consideradas mais difíceis em relação às de outras bancas, porque envolvem o conhecimento profundo do texto e uma interpretação muito sensível, destinada especificamente a candidatos bem treinados.

A verificação dos resultados. A correção da prova é realizada pela leitura do cartão que é identificado não somente com o código do candidato inscrito, mas também por sua digital – fixada no cartão com uma espécie de grafite –, para garantir maior segurança e evitar fraudes na realização do concurso.

Outra característica da instituição é não penalizar o candidato retirando pontos por questões incorretas, o que é bom, porque o estimula a não deixar questões em branco. Contudo, ATENÇÃO: não é porque a banca não penaliza, que o “chute” deve ser sua técnica para a realização da prova. Tampouco se preocupe quando não souber uma questão. Passe para a próxima e volte ao raciocínio posteriormente. Por ser uma prova muito literal, ficar forçando a lembrança de algum ponto pode aumentar o nível de ansiedade e fazer com que esqueça outros assuntos. Resolva a prova com calma e, se for “chutar”, que o faça com parcimônia, coerência e apenas em casos extremos. Meu livro Como passar em provas e concursos aborda o uso do Raciocínio Lógico para “chutar”. Anote: “chutar” é um “direito” do candidato, e “chutar” bem mostra inteligência e raciocínio, predicados que o serviço público preza.

Outra peculiaridade da FCC, para algumas provas, é a utilização do escore padronizado (o desvio padrão), que avalia os candidatos em relação aos outros e a classificação se dá por essa comparação.

Dica importante: uma dica importante para quem está prestando concursos que tem a FCC como banca é fazer questões de concursos anteriores e consultar obras que trazem provas comentadas. A FCC, tradicionalmente, retoma questões anteriores, utilizando nas próximas provas abordagem e direcionamento semelhantes.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a prova da FCC, comece a trabalhar! Reveja no conteúdo do edital as matérias com as quais você já tem familiaridade e faça provas para testar seus conhecimentos. Leia atentamente a doutrina e o texto da lei e faça simulados frequentemente.

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