Racismo

por William Douglas

Prezados amigos, é uma pena ter que compartilhar isso, mas me parece pertinente. Recebi uma mensagem ofensiva no tópico “Carta Aberta ao Povo Brasileiro“, ainda nos tempos do meu blog. Retirei os palavrões e transcrevo o comentário abaixo:

“o seu juizinho de (…), defensor de macaco e mais macaco, traidor da raça branca, seu (…), morra! Eu sei que você é um vendido dos judeus, seu (…). Você não merece nenhuma consideração (…). Branco traidor da raça branca, morra.”

São mensagens como esta que me dão a certeza de que estou no caminho certo ao tocar no assunto “racismo”, “educação” etc. Enquanto houver gente pensando assim, precisamos dar atenção ao assunto. Claro que me sinto incomodado com este tipo de agressividade, mas não posso me omitir diante do tema, nem deixar de tocar neste ponto.

Acrescento que homens que são régua e referencial para mim, como Jesus, Martin Luther King Jr, Gandhi etc., sofreram muito mais do que ataques verbais. Nesse passo, eu citaria “O Sermão do Monte”, que nos antecipa que, ao propor mudanças na sociedade e na mente das pessoas, seremos atacados, mas lembra que seremos bem-aventurados quando injuriados e ofendidos por causa da justiça.

Para mim, está dentro do meu dever como cristão, como cidadão e como juiz federal lutar por igualdade de oportunidades, por melhor distribuição de renda, por justiça social e por inclusão racial e educacional. Se sou ofendido por isso, ok, faz parte.

Sempre fez na história. Por tudo, compartilho para pedir que levem o assunto a sério e que, cada um no seu metro quadrado, ajudem a mudar a realidade social de nosso país.