Quando a metade pode ser maior que o todo

por BBC Brasil

 

O japão discute se uma negra, filha de norte-americano com japonesa, pode representar o Japão no Miss Universo.

Torço para que o japão e o mundo entendam que uma hafu, ou seja, uma “meio japonesa”, pode representar o Japão. Hafu é o termo japonês para mestiço, derivado do inglês half (metade). Quem sabe reconhecer na metade a representatividade do todo faça com que – pelo mundo afora – negros e brancos, ateus e teístas, heteros e gays, judeus e árabes, palmeirenses e corintianos, flamenguistas e vascainos, petistas e tucanos, muçulmanos de todas as ordens, cristãos de todos os matizes, tutsis e hutus, todos se reconheçam em parte na humanidade do outro e por isso se tolerem, por isso convivam, por isso se respeitem.

William Douglas

 

Um concurso de miss no Japão vem gerando um debate no país que vai muito além das medidas das candidatas ou dos vestidos usados.

A polêmica ganhou força logo após Ariana Miyamoto colocar a faixa de miss Japão. Tudo porque a jovem de 20 anos é mestiça – sua mãe é japonesa e seu pai, um americano negro.

A vitória de Ariana, que ocorreu em maio, trouxe à tona um problema que não é discutido abertamente no país: o racismo.

A própria jovem contou que decidiu participar do concurso depois do suicídio de um amigo, que também era mestiço.

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