O Ano de 2015: Meus Votos

por William Douglas

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”
(Charles Chaplin)

Este ano foi difícil, a Revista Veja chegou a dizer que foi o ano em que “pagamos mico”. Este foi o ano do 7 x 1, das mentiras e grosserias nas campanhas eleitorais e de uma absurda contemplação da corrupção em níveis dramáticos. O ano em que a Petrobras quebrou. E a Lava Jato ainda nem chegou no BNDES! Um ano em que a economia parou, em que vi vários amigos fechando suas empresas, outros desempregados. Pior, os prognósticos para 2015 não são animadores.

Não sei em quem você votou, mas o fato de ter havido uma eleição não deixa de ser boa notícia. A Copa, felizmente, ficou para quem treinou mais e levou com maior seriedade o campeonato. Não ficou para quem disse que estava “com a mão na taça” nem com quem contou que estrelas na camisa ganham jogo. Daí, se treinarmos, se levarmos a sério, quem sabe não ganhamos a próxima? Isso me parece uma boa notícia: quem treina e joga mais acaba levando a taça.

Este ano esquisito termina com você, creio eu, com razoável saúde, trabalhando pelos seus sonhos, enfrentando as crises e superando-as na medida do possível. Chegamos ao fim dele, sobrevivemos, estamos seguindo. Então, ao mesmo tempo em que foi duro, confessemos: também foi um bom ano. Terminamos o ano vivos, e isso para mim já é um ótimo resultado(!).

Não quero ser ufanista, nem fingir que as coisas não são difíceis. Elas são. Por isso as menciono. Há lutas, muitas. Mas, creio que no limiar do novo ano devemos recordar as coisas básicas: as lutas nos acompanham por anos eestarão nos esperando lá, em 2015. Vamos manter a esperança, a fé, o trabalho, os valores, a certeza de que a caminhada compensa. Desse jeito temos mais chances. 2015 pode não ser a melhor promessa, mas é o único caminho disponível, a única estrada à frente. Dizem que “mar calmo não faz bom marinheiro”. Então, 2014 nos ensinou muito sobre navegação, vamos usar nossa experiência para navegar por 2015.

O ano que se aproxima é apenas massa de modelar. Ele será o que você fizer dele. Desejo que você aproveite bem essa oportunidade. Creio muito no barro, mas creio mais ainda nas mãos de quem, disposto a dar forma aos sonhos, coloca nele suas mãos para moldá-lo. Você é o escultor. Molde.

Se quiser, conte também com Deus, que nos tirou no barro dando-nos forma e fôlego de vida. E, mais ainda, o exemplo: do barro, usando as mãos, e soprando vida, sai um homem. Que você faça sair de 2015 um você mais forte, mais nobre, mais feliz. Sopre vida no ano que está nascendo, ele é de barro, e vai tomar a forma que você lhe der.