Imagem (não) é Tudo

por Israel Belo de Azevedo

A nosso respeito vão se dizendo coisas. Quando nos são favoráveis, aceitamos como sendo verdadeiras, mesmo que não nos descrevam.

Sem que precisemos pagar a um especialista, nossa imagem pessoal vai sendo construída, com a nossa participação.

No cardápio das imagens boas estão adjetivos como afetuosos, bondosos, confiáveis, doces, elegantes, felizes, generosos, honestos.

Se estamos nos caminho destas virtudes, devemos aceitá-los com humildade.

Se estamos longe destas marcas, devemos preferir a libertadora verdade.

O problema é que a libertadora verdade desmente o que dizem que somos e o que dizemos que somos. Preferimos, então, a confortável mentira, mesmo que secretamente ela nos chicoteie.

Se o que nos caracteriza, mesmo que por razões alheias ao nosso expresso desejo, é uma ou mais características tristes, como a indiferença, a maldade, a infidelidade, a amargura, fúria, a tristeza, o egoísmo, a mentira, podemos e devemos almejar outro estilo de vida.

A mudança começa quando decidimos que não queremos ser o que estamos sendo e continua quando buscamos a ajuda de alguém para nos apoiar em nossa nova caminhada.

Persistir em nossos defeitos não enriquece o nosso currículo.

Tentar mudar sozinho é tão enganoso quanto negar o que somos.

Subestimar nossos defeitos e seus danos, a nós e aos outros, é fazer pouco da nossa própria inteligência e da percepção dos outros.

Imagem não é tudo.


Fonte: Blog Mundo Cristão