Dia dos Profesores

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Somos todos professores.

Em casa, os mais novos que nós aprendem conosco.

Na escola, os alunos aprendem conosco, mesmo que tenham as nossas idades.

No trabalho, se queremos ser bons, fazemos como os outros fazem.

Os vizinhos aprendem conosco lições de cidadania, civilidade e paternidade ou maternidade.

Ensinamos os outros a ganhar dinheiro e até a ganhar a vida.

Ensinamos os outros a conviver, que é a mais pesada das tarefas humanas.

Somos todos professores, pelo que precisamos decidir que tipo de professores seremos.

Dedicados ou relapsos? Profundos ou superficiais? Apaixonados ou displicentes?

Em nossa trajetória, tivemos professores assim dedicados, profundos e apaixonados. É para eles que devemos olhar.

Alguns deles eram chamados pelo título de “professor”, “professora” ou mesmo de “tio” ou “tia”, e diante deles nos assentamos ou por suas mãos nos deixamos levar. São benditos. Os caminhos que seguimos foram eles que nos apontaram.

Benditos sejam.

Se ensinar formalmente é o nosso ofício, com ou sem o título de “professor”, “professora”, agradeçamos a Deus pelo encargo e peçamos a ele sabedoria para fazer bem o que fazemos com alegria.

Se o nosso ensino é informal, peçamos a Deus que não nos deixe esquecer que temos alunos invisíveis, professores invisíveis que somos.

Peçamos a Deus sabedoria para viver de modo que possa ser imitado. Se somos íntegros, seremos seguidos. Se somos dúbios, serviremos de modelos. É grande o peso da vida.

Já que imitamos e somos imitados, busquemos deixar um legado que estimule a solidariedade e a sabedoria, esses dons que buscamos para nós mesmos.

Peçamos a Deus que nos capacite para sermos mestes a serviço do bem, especialmente quando nos chamam de professores.

por Israel Belo de Azevedo